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Aprendendo com Asimov: ondas eletromagnéticas 16, dezembro, 2007

Posted by Lawrence in Aprendendo com Asimov, Curiosidade.
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Tudo no universo são ondas. Não é diferente no caso da luz.

Todas as cores que conseguimos enxergar só são percebidas por nós porque os nosso olhos têm a capacidade de captar ondas eletromagnéticas, mas apenas num intervalo de comprimento de onda. Quando essas ondas atingem nosso olhos dentro do comprimento de onda que ele consegue captar, vemos cores.

Isso é bem interessante porque se pudéssemos captar todos os comprimentos de ondas com os olhos, seria uma loucura. A quantidade de informação que passa por nós é incalculável. O que chamamos luz é apenas uma pequena fração.

Vemos os comprimentos dentro da faixa de 760 nanômetros e 360 nanômetros. Ou seja, se uma radiação com comprimento de 1 micrômetro (1000 nanômetros) passa pela nossa retirna, nós não a enxergamos. O mesmo para comprimentos abaixo dos 360 nanômetros.

Faixa de cores que conseguimos enxergar:

700 nanômetros = vermelho
610 nanômetros = laranja
575 nanômetros = amarelo
525 nanômetros = verde
470 nanômetros = azul
415 nanômetros = violeta

Conclusão, é por isso que ondas eletromagnéticas acima dos 760 nanômetros chamamos de infravermelho, e abaixo de 360 chamamos de ultravioleta.

Para saber mais:
Luz visível, na wikipédia

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Daneel e Giskard 16, dezembro, 2007

Posted by Lawrence in Curiosidade.
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Se, no universo Asimov, existem robôs que merecem ser lembrados como indivíduos importantes, são eles: Daneel Olivaw e Giskard.

O “amigo” Giskard, possui inteligência artificial avançada (como a maioria dos robôs de Isaac) e é humanóide, porém não é humaniforme, ou seja, não é possível confundí-lo com um ser humano. Suas roupas, por exemplo, são parte de seu corpo, porém desenhadas para das a impressão de serem roupas de verdade. E sua pele e expressão facial são bem limitadas (mais ou menos como os robôs humaniformes de último tipo atualmente). Ele chegou a conversar várias vezes com o investigador terrestre Elijah Baley, mas nao chegaram a ser amigos de verdade.

Giskard tem uma habilidade que nenhum outro robô tem, mas não vou revelá-la aqui pois não quero estragar parte da história em que ele aparece. Se quiser saber, deixe um comentário com o seu email, e enviarei com prazer.

Já Daneel é um modelo de última linha. O mais avançado de todos. Sua aparência é exatamente igual a um ser humano. Consegue imitar as expressões dos humanos com exatidão e sua inteligência artificial beira a perfeição, a ponto dele entender a psicologia humana melhor do que os outros robôs (até certo ponto) e se passar por humano nas ocasiões em que esteve no planeta Terra.

Daneel foi um grande amigo de Elijah Baley, e ambos, em parceria, já resolveram vários casos juntos. Essa sociedade entre eles fez com que Daneel aprendesse muito sobre os humanos, a ponto de, alguns séculos depois que Baley faleceu, perguntar-se se seus pensamentos seriam como o dos seres humanos caso não fosse governado pelas três leis da robótica.

Daneel é o robô que todos iriam querer ter. Não como um escravo robótico, mas como amigo. O mais avançado dos robôs do bom doutor.

Nightfall, o filme 3, dezembro, 2007

Posted by Lawrence in Links, Livros.
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É, meu amigo. Um filme tendo como tema um dos maiores sucessos de Asimov, e nem foi trazido para o Brasil! “Nightfall”, publicado aqui com o título “O Cair da Noite”, é uma das primeiras obras do bom doutor que realmente fez sucesso. Foi escrita por ele e Robert Silverberg. Pelas próprias palavras de Asimov, é o primeiro livro dele (e não conto) que fez sucesso mundial.

Inicialmente era apenas um conto, mas foi estendido para que pudesse ser lançado como livro, e deu muito certo. “O Cair da Noite” consegue passar para o leitor um sentimento que não passaria pela nossa cabeça em condições normais. Imagine uma sociedade que vivesse num mundo onde sempre é dia (porque o sistema tem 6 sóis). Agora imagine se, em algum momento, todos os sóis ficassem de um só lado. A noite, totalmente desconhecida para essas pessoas, seria motivo de pânico até para os mais letrados. É bom lembrar que os astrônomos desse mundo nunca tiveram a chance de estudar muito além dos próprios sóis, porque as estrelas nunca apareceram para eles!

Se você gosta de realidades alternativas e tem a mente aberta para entender a gravidade da situação proposta, filosoficamente e socialmente falando, deve pegar o livro para ler. É fácil encontrá-lo nas bibliotecas públicas.

Quanto ao filme, eu não vi, mas li bastante a seu respeito na Internet. Parece que é uma adaptação muito mal feita, inclusive com elementos que nem existem no livro. É como se o diretor tivesse lido a resenha do livro e tentou fazer um filme com isso. Só podia dar m**da. Para não estragar a festa de quem vai ler o livro, não vou abordar mais detalhes aqui.

Enfim, parece que infelizmente o filme não chega aos pés do livro, pra variar. Para quem leu o livro, talvez até seja interessante ver essa “versão” filmada, a título de curiosidade.

Para saber mais:
Nightfall, o filme
O Cair da Noite, o livro
Robert Silverberg (em inglês)