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Mentiroso! (and other modern stories) 25, novembro, 2007

Posted by Lawrence in Links, Livros.
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“Eu, Robô”, sendo o livro mais conhecido de Isaac Asimov, também gerou repercussão em diversas áreas da literatura e robótica.
No quesito literatura, me chamou a atenção um livro utilizado no ensino do inglês, lá nos EUA. É um livro de contos adaptados para facilitar o entendimento da língua inglesa. Não é um livro de Asimov. É uma coletânea de contos de vários autores, sendo o principal conto do livro, aquele que dá o nome à obra, é um conto do bom doutor. O livro se chama “Liar! and other modern stories“, editado por Roland Hindmarsh e publicado pela Cambridge University Press.

O conto “Liar” foi publicado no livro “Eu, Robô” traduzido como “Mentiroso!”. É aclamado pelos asimovianos como o melhor conto do livro, que fala sobre a hipotética situação de um robô poder ler as mentes dos seres humanos E AINDA ser governado pelas três leis da robótica. Quem leu sabe que a história que saiu daí é brilhante.
Como o livro é utilizado para o ensino do inglês, várias palavras contidas no texto são explicadas no glossário do livro.

Os seguintes autores têm contos publicados nesse livro (estão linkados aqueles que, no momento deste artigo, tem registro na Wikipedia em português):

É uma obra interessante, com um dos melhores contos de Asimov elegido como principal entre todos os autores mencionados.

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Aprendendo com Asimov: golfinhos X humanos 16, novembro, 2007

Posted by Lawrence in Aprendendo com Asimov, Biografia, Curiosidade, Vida.
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Isaac Asimov era um professor excelente. É sabido que seus discursos em sala de aula eram bastante cativantes. Não é à toa, uma vez que ele conhecia com precisão a linha que separava a ciência interessante da entediante. Na verdade, para ele ensinar era uma arte. Passar a informação para frente estava em seu sangue. Carl Sagan mencionou certa vez que Asimov era o maior divulgador vivo da ciência. E se o maior astrônomo do mundo disse isso, devemos considerar com respeito.

De fato, aprendemos muito com os livros do bom doutor. Qualquer livro. Desde livros de ficção científica até livros sobre matemãtica ou assuntos gerais. Vou aqui, de tempos em tempos, algumas coisas que aprendi com o professor, em seus livros.

Certa vez aprendi que o ser humano é a criatura mais inteligente do planeta (óbvio). Mas será que temos o cérebro mais desenvolvido, ou maior? Existem criaturas na face da Terra que tem o cérebro muito maior que o do homem, no entanto a melhor proporção cérebro-corpo é a do homem, neste planeta. Ou quase.

Por exemplo, a baleia azul tem em média um cérebro de 7 kilos, enquanto o cérebro do homem tem 1 kilo e 300 gramas. Ela deveria ser muito mais inteligente que o ser humano. Mas não é, pelo simples motivo que com um corpo tão grande (35 metros), seu cérebro precisa ter toda a atenção voltada para o gerenciamento desse corpo.

Conclusão, o ser humano tem um tamanho de cérebro bem grande para um corpo tão pequeno. E ele é bastante espiralado (verificou-se que a inteligência está associada também a quão espiralado é o cérebro). Ou seja, estamos no topo… ou não?

O golfinho é tido como um animal inteligente. Na verdade demasiadamente inteligente para um animal. Isso se deve ao fato da evolução, claro, e isso levou o seu cérebro a ser maior que o do homem. Além de ser maior em medidas absolutas, é maior na proporção também. E também é mais espiralado! Isso é incrível, pois então os golfinhos é que deveriam estar no topo, eles deveriam ter a tecnologia, eles é que deveriam ser a espécie dominante, e não nós.

Analisando com cuidado veremos que a mesma evolução que deu um cérebro mais avantajado para os golfinhos, os privou de uma forma básica de energia, o fogo. E sem o fogo, eles não poderiam desenvolver uma tecnologia que fosse para nós, reconhecível. Toda essa capacidade que vemos nos golfinhos, e que achamos no máximo engraçadinhos, deve ser apenas a superfície de uma capacidade cerebral extremamente avançada(não em termos tecnológicos). Os golfinhos desenvolveram uma forma de comunicação excepcional que até hoje não foi compreendida pelos seres humanos (se assim fosse, entenderíamos o que eles conversam entre si).

É bem possível que os golfinhos tenham uma capacidade filosófica, uma compreensão da vida que nós nunca sonhamos. Talvez nem tenhamos essa capacidade.

Para saber mais:
* Golfinhos, na Wikipedia
* O cérebro, na Wikipedia

O guia da Bíblia de Isaac Asimov 2, novembro, 2007

Posted by Lawrence in Biografia, Curiosidade, Livros.
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Asimov’s Guide to the BibleO bom doutor era agnóstico (ou ateu), porque, como a maioria dos cientistas acha, acreditar em Deus não é uma prerrogativa necessária uma vez que Sua existência não pode ser provada pela ciência, pelo menos até hoje. Na verdade essa discussão é um pouco mais complexa que isso, mas deixemos ela para os especialistas.

A Bíblia, sendo o livro mais vendido do mundo, não podia deixar de ser alvo de estudo do nosso escritor preferido. No texto de apresentação deste blog comentei que ele é o único autor do mundo a ter livros em todas as 10 categorias da Classificação Decimal de Dewey, que é a classificação inventada pelo bibliotecário Melvil Dewey para categoriazar os livros da biblioteca. Hoje é esta a classificação mais usada nas bibliotecas de todo o mundo. As categorias principais são:

000 Computadores, informação e referência geral
100 Filosofia e Psicologia
200 Religião.(Teologia)
300 Ciências Sociais
400 Línguas
500 Ciência Puras
600 Tecnologia. (Ciências Aplicadas)
700 Arte e Lazer
800 Literatura
900 História e Geografia

Asimov’s Guide to the Bible - GenesisIlustrei essa classificação apenas para demonstrar o quão versátil é Asimov. Um dos livros que ele escreveu foi o “Asimov’s Guide to the Bible”, uma obra de 1295 páginas com todo tipo de informação sobre a Bíblia. Um estudo completo sobre o Velho e o Novo Testamento, cobrindo os livros que compôe a Bíblia. É fantástico como Asimov cobre todos os tópicos com destreza e imparcialidade (pelo fato dele ser agnóstico).

Esse livro, que inicialmente eram 2 edições (Velho e Novo Testamento), hoje é vendido em apenas uma, contendo os dois livros. Ainda se encontra esse livro para vender, mas eu só encontrei em sites de livrarias estrangeiras. Não existe versão em português, infelizmente. O mais próxima de nós, brasileiros, é uma versão em espanhol.

Para dar um gostinho da obra, vou transcrever as primeiras 20 linhas do primeiro capítulo,



Genesis

The Bible begins at the logical place – the beginning. The very first verse starts:Genesis 1:1. In the beginning…
The phrase “In the beginning” is a translation of the Hebrew word bereshith. In the case of several of the books of the Bible, the first word is taken as the title of the whole (much as Papal bulls are named for the two Latin words with which they begin.) The Hebrew name of the first book is, there, Bereshith.
The Bible was first translated into another language in the course of the third century B.C. and that other language was Greek. This Greek version was, according to tradition, based on the work of seventy learned scholars, and it is therefore known as the Septuagint, from a Latin word meaning “seventy.”
In the Septuagint, the various books of the Bible were, naturally enough, given Greek names. The Hebrew habit of using the first words as the name was not followed, and descriptive names were used instead.
The first book was named “Genesis”, which means, literally, “coming into being.” It implies a concern with births and beginnings which is appropriate for a book that begins with the creation of heaven and earth.

Asimov’s Guide to the Bible, pg 15
Wings Books


mapa_asimov_guide_to_the_bible_jerusalem_restaurada.jpgO livro, como deve ter percebido, é cheio de informações históricas, complementado com mapas da época. Um estudo profundo sobre a maior obra literária da história! Procure no Google por: “buy Asimov’s Guide to the Bible“. Se precisar importar saiba que não sai tão caro, porque não é cobrado imposto para a importação de livros.

Para saber mais:
* Melvin Dewey e a sua Classificação decimal