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Isaac, sobre a falsa ficção científica 30, Março, 2008

Posted by Lawrence in Biografia, Curiosidade, Vida.
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Asimov e outros cientistas/escritores consideravam que a ficção científica deve seguir uma ordem realística em termos da física, da química e da biologia. A verdadeira ficção científica tem a característica de não extrapolar as estórias para além do que é fisicamente impossível. Sempre existiu escritores de ficção científica que não sabiam nada de ciência, o que leva a estória seguir uma linha pobre em termos científicos.

Abaixo coloquei uma transcrição de algo que Simov escreveu sobre isso na sua revista, a “Isaac Asimov Magazine”.

Quando comecei a escrever ficção científica, era o menor e mais humilde ramo da literatura barata e já considerada um gênero subliterário. Isso não me incomodava. prezava-a como o trabalho mais nobre da humanidade; se os outros não concordavam comigo, pior para eles. Mas havia muitos autores e críticos que se aborreciam com isso e não queriam ser associados a uma coisa tão prosaica. Eram aristocratas por natureza, suponho, e gostrariam de ser tratados como gênios. Em conseqüência, surgiu uma lenda que dizia que antigamente a ficção científica era uma forma respeitável de literatura, praticada por todos os grandes escritores… Foi então que apareceu um vilão chamado Hugo Gersnback e reuniu e reuniu em torno de si um bando de escribas que produziam o que havia de pior. Besteira!

Isaac Asimov Magazine nº 1

A maior ironia dessa opinião de Asimov é que o maior prêmio para escritores de ficção científica se chama Hugo Award, em homenagem ao Gersnback.

Para saber mais:
* Hugo Gersnback

Por quê escrever tanto, Asimov? 26, Março, 2008

Posted by Lawrence in Biografia, Curiosidade, Vida.
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Prolífico como era, Isaac Asimov foi indagado muitas vezes sobre sua maneira de ser e sobre a quantidade de obras que já escreveu. Sempre que perguntavam, ele dizia:

1) “Sinto um prazer inocente em fazer isso. Afinal de contas, tenho muita coisa a dizer, e procurar manter tudo comprimido dentro de mim poderia facilmente danificar meus órgãos internos“.

2) “Sou pago para essa atividade e preciso ganhar a vida“.

3) “Estes ensaios são lidos por outros somente de espontânea vontade, de modo que não imponho isso a ninguém contra sua vontade“.

Isaac Asimov

Foi-se o último dos três grandes 21, Março, 2008

Posted by Lawrence in Vida.
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Arthur C. Clarke, amigo de Isaac Asimov e um dos “três grandes” da ficção científica, nos deixa na madrugada de uma quarta-feira (terça-feira, dia 18 de março de 2008, no horário de Brasília). Morreu em decorrência de problemas respiratórios. Tinha 90 anos.

O grande escritor de ficção científica, autor de “2001: uma odisséia no espaço”, morava no Sri Lanka e, durante sua vida, escreveu mais de 80 livros e mais de 500 contos. Em 1945 ele previu em seus livros os satélites de comunicação, fato esse que provavelmente fomentou a idéia aos engenheiros da época. Isso me lembra uma coisa que Asimov dizia. Ele falava que naquela época a ficção científica era uma previsão das possibilidades do futuro, e que muito frequentemente os escritores deste gênero de literatura “adivinhavam” o que estava por vir em termos de tecnologia. Não é a toa que previram a bomba atômica, a engenharia genética, os computadores, os robôs, cada um em seus tempo.

Arthur C. Clarke, Isaac Asimov e Robert A. Heinlein são, oficialmente, considerados os três grandes da ficção científica. Marcaram gerações com suas idéias, estórias e histórias. Ficará para sempre seu legado conosco, para nosso deleite.

Os últimos três desejos de Clarke

“Em dezembro de 2007, o escritor listou três desejos para o seu aniversário de 90 anos: que o mundo adotasse fontes de energia limpas, que a paz fosse estabelecida no lugar onde ele vivia, o Sri Lanka, e que fossem apresentadas evidências de seres extraterrestres”. Portal G1

Arthur C. Clarke

Para saber mais:
A notícia de seu falecimento – Portal G1
Fotos do velório – Portal G1
Enterro secular – AFP

Aprendendo com Asimov: golfinhos X humanos 16, Novembro, 2007

Posted by Lawrence in Aprendendo com Asimov, Biografia, Curiosidade, Vida.
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Isaac Asimov era um professor excelente. É sabido que seus discursos em sala de aula eram bastante cativantes. Não é à toa, uma vez que ele conhecia com precisão a linha que separava a ciência interessante da entediante. Na verdade, para ele ensinar era uma arte. Passar a informação para frente estava em seu sangue. Carl Sagan mencionou certa vez que Asimov era o maior divulgador vivo da ciência. E se o maior astrônomo do mundo disse isso, devemos considerar com respeito.

De fato, aprendemos muito com os livros do bom doutor. Qualquer livro. Desde livros de ficção científica até livros sobre matemãtica ou assuntos gerais. Vou aqui, de tempos em tempos, algumas coisas que aprendi com o professor, em seus livros.

Certa vez aprendi que o ser humano é a criatura mais inteligente do planeta (óbvio). Mas será que temos o cérebro mais desenvolvido, ou maior? Existem criaturas na face da Terra que tem o cérebro muito maior que o do homem, no entanto a melhor proporção cérebro-corpo é a do homem, neste planeta. Ou quase.

Por exemplo, a baleia azul tem em média um cérebro de 7 kilos, enquanto o cérebro do homem tem 1 kilo e 300 gramas. Ela deveria ser muito mais inteligente que o ser humano. Mas não é, pelo simples motivo que com um corpo tão grande (35 metros), seu cérebro precisa ter toda a atenção voltada para o gerenciamento desse corpo.

Conclusão, o ser humano tem um tamanho de cérebro bem grande para um corpo tão pequeno. E ele é bastante espiralado (verificou-se que a inteligência está associada também a quão espiralado é o cérebro). Ou seja, estamos no topo… ou não?

O golfinho é tido como um animal inteligente. Na verdade demasiadamente inteligente para um animal. Isso se deve ao fato da evolução, claro, e isso levou o seu cérebro a ser maior que o do homem. Além de ser maior em medidas absolutas, é maior na proporção também. E também é mais espiralado! Isso é incrível, pois então os golfinhos é que deveriam estar no topo, eles deveriam ter a tecnologia, eles é que deveriam ser a espécie dominante, e não nós.

Analisando com cuidado veremos que a mesma evolução que deu um cérebro mais avantajado para os golfinhos, os privou de uma forma básica de energia, o fogo. E sem o fogo, eles não poderiam desenvolver uma tecnologia que fosse para nós, reconhecível. Toda essa capacidade que vemos nos golfinhos, e que achamos no máximo engraçadinhos, deve ser apenas a superfície de uma capacidade cerebral extremamente avançada(não em termos tecnológicos). Os golfinhos desenvolveram uma forma de comunicação excepcional que até hoje não foi compreendida pelos seres humanos (se assim fosse, entenderíamos o que eles conversam entre si).

É bem possível que os golfinhos tenham uma capacidade filosófica, uma compreensão da vida que nós nunca sonhamos. Talvez nem tenhamos essa capacidade.

Para saber mais:
* Golfinhos, na Wikipedia
* O cérebro, na Wikipedia

Uma frase de Isaac Asimov 25, Setembro, 2007

Posted by Lawrence in Vida.
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“Nunca deixe o seu sentido moral impedi-lo de fazer o que é certo”.

Isaac Asimov - Fundação trilogia

Quero chamar a atenção para uma garotinha desaparecida em Portugal em 3 de maio de 2007. Os pais, turistas, deixaram seus três filhos dormindo no quarto do hotel, enquanto jantavam fora. Quando voltaram ela tinha desaparecido. Até este momento (25 de setembro de 2007) as buscam continuam e um esforço contínuo de pessoas e organizações de diversos países estão ajudando.

Acompanhe o caso da menina britânica Madeleine McCann e se puder, divulgue no seu site ou blog.

Perceba que a menininha tem uma pequena mancha na íris do olho direito. Uma maneira simples de identificá-la.

Tenha a mente aberta para a as coisas que são importantes na vida.

Madeleine McCann

Para saber mais:
* Site oficial da coalizão de esforços para encontrar Madeleine.
* Busca por Madeleine chega ao Second Lifeportal G1
* Cobertura completa do caso Madeleineportal G1