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Twitter.com/IsaacAsimov 17, Janeiro, 2009

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Filme “O Fim da Eternidade” 1, Dezembro, 2008

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O livro “The End of Eternity” será produzido para o cinema por Vince Gerardis e Eli Kirschner.

Esse livro conta a história dos Eternos. Seres humanos do futuro que manipulam o passado para consertar erros e manter o status quo.

Esse é uma das melhores ficções científicas que li dele. Parece que os fãs de Asimov estão com sorte. Vai sair o filme “Fundação”, e agora “O Fim da Eternidade”. Uma das coisas boas disso é que pode alavancar um interesse pela literatura do bom doutor por parte das pessoas que ainda não o conhecem.

Para saber mais:
Asimov’s The End of Eternity follows Foundation adaptation

Japão adota a primeira lei da robótica 8, Novembro, 2008

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O Ministério da Indústria, Comércio e Economia do Japão está criando regras de segurança para os robôs. Como ainda estamos nos primórdios do desenvolvimento da inteligência artificial, os robôs que chegarem a partir de agora deverão incorporar a primeira lei de Asimov: “Um robô não pode fazer mal a um ser humano e nem, por omissão, permitir que algum mal lhe aconteça”.

Inicialmente um conjunto de algoritmos na programação dos próximos robôs deverão impedir que eles causem danos a seres humanos. Por exemplo, numa fábrica, se ele tiver que escolher entre encaixar uma peça ou machucar uma pessoa que indevidamente está no meio do caminho, ele deverá escolher, sem pestanejar, para com o serviço até que o humano saia do caminho.

Fundação trilogia, o filme 29, Julho, 2008

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Os Asimovianos esperavam por esse dia à décadas. O livro “Fundação” vai ser finalmente adaptado para o cinema, pelos fundadores da New Line Cinema. O livro é o único a manter o título oficial de “A melhor série de ficção científica de todos os tempos“. E não é para menos.

A história prima pela inteligência, tanto dos personagens como da linha dos acontecimentos. É um show de inovação e surpresas estonteantes. Uma pérola da literatura como essa merecia uma adaptação para o cinema. Esperamos que esse filme siga, o máximo possível, a estória original. Essa com certeza, merece, e vai ser uma missão bem difícil. A complexidade da história vai ter que ser muito bem trabalhada para caber num filme (ou três) de apenas algumas horas.

Para saber mais:
Foundation Headed to the Big Screen

O primeiro escritor de ficção científica 17, Maio, 2008

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Entre os leitores do gênero, com certeza a resposta a essa pergunta pode causar polêmica. A lista de candidatos é bem grande, então temos que colocar algumas condições.

Condição número um:
O escritor deve ser “especialista” em ficção científica. Ou seja, deve dedicar-se exclusivamente à esse tipo de estória.

Condição número dois:
O escritor deve sobreviver das suas obras, como profissional.

Resolvido essas duas proposições, chegamos ao nosso eleito. Estou falando de Júlio Verne, nascido em Nantes, na França, em 8 de fevereiro de 1828. E apesar de ser formado em direito, não exercia a profissão. Escreveu estórias e peças de outros gêneros e trabalhava como corretor de títulos antes de começar a ganhar a vida como escritor de FC. A tempo, ele não cunhou a palavra ficção científica, e apesar disso, especializou-se nela.

Em 1863 escreveu o livro “Cinco Semanas num Balão”. Foi um sucesso tremendo. Depois dessa obra, ele deslanchou como escritor profissional, ganhou fama mundial e escreveu vários livros de viagens fantásticas, sempre seguindo o gênero de aventuras e tecnologia. Ganhou tanto dinheiro que a cabo de alguns anos comprou um barco de oitenta toneladas, usado para diversão.

Depois de navegar e conhecer o mar muito melhor do que antes, escreveu outro sucesso sem limites, o livro “Vinte Mil Léguas Submarinas”. Esse livro foi publicado em 1873, e vários submarinos, no futuro, ganharam o nome do submarino da aventura de Júlio Verne, que se chamava Nautilus.

E, para finalizar, Asimov fala sobre esse e muitos outros escritores no livro “No Mundo da Ficção Científica“, que tive a sorte de encontrar -nunca lido – à venda num sebo.

Para saber mais:
Júlio Verne

Isaac, sobre a falsa ficção científica 30, Março, 2008

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Asimov e outros cientistas/escritores consideravam que a ficção científica deve seguir uma ordem realística em termos da física, da química e da biologia. A verdadeira ficção científica tem a característica de não extrapolar as estórias para além do que é fisicamente impossível. Sempre existiu escritores de ficção científica que não sabiam nada de ciência, o que leva a estória seguir uma linha pobre em termos científicos.

Abaixo coloquei uma transcrição de algo que Simov escreveu sobre isso na sua revista, a “Isaac Asimov Magazine”.

Quando comecei a escrever ficção científica, era o menor e mais humilde ramo da literatura barata e já considerada um gênero subliterário. Isso não me incomodava. prezava-a como o trabalho mais nobre da humanidade; se os outros não concordavam comigo, pior para eles. Mas havia muitos autores e críticos que se aborreciam com isso e não queriam ser associados a uma coisa tão prosaica. Eram aristocratas por natureza, suponho, e gostrariam de ser tratados como gênios. Em conseqüência, surgiu uma lenda que dizia que antigamente a ficção científica era uma forma respeitável de literatura, praticada por todos os grandes escritores… Foi então que apareceu um vilão chamado Hugo Gersnback e reuniu e reuniu em torno de si um bando de escribas que produziam o que havia de pior. Besteira!

Isaac Asimov Magazine nº 1

A maior ironia dessa opinião de Asimov é que o maior prêmio para escritores de ficção científica se chama Hugo Award, em homenagem ao Gersnback.

Para saber mais:
* Hugo Gersnback

Por quê escrever tanto, Asimov? 26, Março, 2008

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Prolífico como era, Isaac Asimov foi indagado muitas vezes sobre sua maneira de ser e sobre a quantidade de obras que já escreveu. Sempre que perguntavam, ele dizia:

1) “Sinto um prazer inocente em fazer isso. Afinal de contas, tenho muita coisa a dizer, e procurar manter tudo comprimido dentro de mim poderia facilmente danificar meus órgãos internos“.

2) “Sou pago para essa atividade e preciso ganhar a vida“.

3) “Estes ensaios são lidos por outros somente de espontânea vontade, de modo que não imponho isso a ninguém contra sua vontade“.

Isaac Asimov

Isaac e a propaganda 22, Janeiro, 2008

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É bem verdade que Isaac Asimov emprestava (diga-se alugava) seu nome para várias revistas e coletâneas, como “Indicado por Isaac Asimov” e coisas do tipo. Agora o que eu mesmo desconhecia são as propagandas de outros produtos, como computadores.

Isaac e a propaganda do TRS-80 ColorAchei esta raridade na Internet. Isaac Asimov fazendo propaganda de um incrível computador TRS-80 Color, da Radio Shack (uma divisão da Tandy Corporation). 16K, com BASIC incluso, colorido, por apenas 299,95 dólares!

Recomendado por Asimov, até eu vou querer um!

 
 

Aprendendo com Asimov: ondas eletromagnéticas 16, Dezembro, 2007

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Tudo no universo são ondas. Não é diferente no caso da luz.

Todas as cores que conseguimos enxergar só são percebidas por nós porque os nosso olhos têm a capacidade de captar ondas eletromagnéticas, mas apenas num intervalo de comprimento de onda. Quando essas ondas atingem nosso olhos dentro do comprimento de onda que ele consegue captar, vemos cores.

Isso é bem interessante porque se pudéssemos captar todos os comprimentos de ondas com os olhos, seria uma loucura. A quantidade de informação que passa por nós é incalculável. O que chamamos luz é apenas uma pequena fração.

Vemos os comprimentos dentro da faixa de 760 nanômetros e 360 nanômetros. Ou seja, se uma radiação com comprimento de 1 micrômetro (1000 nanômetros) passa pela nossa retirna, nós não a enxergamos. O mesmo para comprimentos abaixo dos 360 nanômetros.

Faixa de cores que conseguimos enxergar:

700 nanômetros = vermelho
610 nanômetros = laranja
575 nanômetros = amarelo
525 nanômetros = verde
470 nanômetros = azul
415 nanômetros = violeta

Conclusão, é por isso que ondas eletromagnéticas acima dos 760 nanômetros chamamos de infravermelho, e abaixo de 360 chamamos de ultravioleta.

Para saber mais:
Luz visível, na wikipédia

Daneel e Giskard 16, Dezembro, 2007

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Se, no universo Asimov, existem robôs que merecem ser lembrados como indivíduos importantes, são eles: Daneel Olivaw e Giskard.

O “amigo” Giskard, possui inteligência artificial avançada (como a maioria dos robôs de Isaac) e é humanóide, porém não é humaniforme, ou seja, não é possível confundí-lo com um ser humano. Suas roupas, por exemplo, são parte de seu corpo, porém desenhadas para das a impressão de serem roupas de verdade. E sua pele e expressão facial são bem limitadas (mais ou menos como os robôs humaniformes de último tipo atualmente). Ele chegou a conversar várias vezes com o investigador terrestre Elijah Baley, mas nao chegaram a ser amigos de verdade.

Giskard tem uma habilidade que nenhum outro robô tem, mas não vou revelá-la aqui pois não quero estragar parte da história em que ele aparece. Se quiser saber, deixe um comentário com o seu email, e enviarei com prazer.

Já Daneel é um modelo de última linha. O mais avançado de todos. Sua aparência é exatamente igual a um ser humano. Consegue imitar as expressões dos humanos com exatidão e sua inteligência artificial beira a perfeição, a ponto dele entender a psicologia humana melhor do que os outros robôs (até certo ponto) e se passar por humano nas ocasiões em que esteve no planeta Terra.

Daneel foi um grande amigo de Elijah Baley, e ambos, em parceria, já resolveram vários casos juntos. Essa sociedade entre eles fez com que Daneel aprendesse muito sobre os humanos, a ponto de, alguns séculos depois que Baley faleceu, perguntar-se se seus pensamentos seriam como o dos seres humanos caso não fosse governado pelas três leis da robótica.

Daneel é o robô que todos iriam querer ter. Não como um escravo robótico, mas como amigo. O mais avançado dos robôs do bom doutor.

Aprendendo com Asimov: golfinhos X humanos 16, Novembro, 2007

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Isaac Asimov era um professor excelente. É sabido que seus discursos em sala de aula eram bastante cativantes. Não é à toa, uma vez que ele conhecia com precisão a linha que separava a ciência interessante da entediante. Na verdade, para ele ensinar era uma arte. Passar a informação para frente estava em seu sangue. Carl Sagan mencionou certa vez que Asimov era o maior divulgador vivo da ciência. E se o maior astrônomo do mundo disse isso, devemos considerar com respeito.

De fato, aprendemos muito com os livros do bom doutor. Qualquer livro. Desde livros de ficção científica até livros sobre matemãtica ou assuntos gerais. Vou aqui, de tempos em tempos, algumas coisas que aprendi com o professor, em seus livros.

Certa vez aprendi que o ser humano é a criatura mais inteligente do planeta (óbvio). Mas será que temos o cérebro mais desenvolvido, ou maior? Existem criaturas na face da Terra que tem o cérebro muito maior que o do homem, no entanto a melhor proporção cérebro-corpo é a do homem, neste planeta. Ou quase.

Por exemplo, a baleia azul tem em média um cérebro de 7 kilos, enquanto o cérebro do homem tem 1 kilo e 300 gramas. Ela deveria ser muito mais inteligente que o ser humano. Mas não é, pelo simples motivo que com um corpo tão grande (35 metros), seu cérebro precisa ter toda a atenção voltada para o gerenciamento desse corpo.

Conclusão, o ser humano tem um tamanho de cérebro bem grande para um corpo tão pequeno. E ele é bastante espiralado (verificou-se que a inteligência está associada também a quão espiralado é o cérebro). Ou seja, estamos no topo… ou não?

O golfinho é tido como um animal inteligente. Na verdade demasiadamente inteligente para um animal. Isso se deve ao fato da evolução, claro, e isso levou o seu cérebro a ser maior que o do homem. Além de ser maior em medidas absolutas, é maior na proporção também. E também é mais espiralado! Isso é incrível, pois então os golfinhos é que deveriam estar no topo, eles deveriam ter a tecnologia, eles é que deveriam ser a espécie dominante, e não nós.

Analisando com cuidado veremos que a mesma evolução que deu um cérebro mais avantajado para os golfinhos, os privou de uma forma básica de energia, o fogo. E sem o fogo, eles não poderiam desenvolver uma tecnologia que fosse para nós, reconhecível. Toda essa capacidade que vemos nos golfinhos, e que achamos no máximo engraçadinhos, deve ser apenas a superfície de uma capacidade cerebral extremamente avançada(não em termos tecnológicos). Os golfinhos desenvolveram uma forma de comunicação excepcional que até hoje não foi compreendida pelos seres humanos (se assim fosse, entenderíamos o que eles conversam entre si).

É bem possível que os golfinhos tenham uma capacidade filosófica, uma compreensão da vida que nós nunca sonhamos. Talvez nem tenhamos essa capacidade.

Para saber mais:
* Golfinhos, na Wikipedia
* O cérebro, na Wikipedia

O guia da Bíblia de Isaac Asimov 2, Novembro, 2007

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Asimov’s Guide to the BibleO bom doutor era agnóstico (ou ateu), porque, como a maioria dos cientistas acha, acreditar em Deus não é uma prerrogativa necessária uma vez que Sua existência não pode ser provada pela ciência, pelo menos até hoje. Na verdade essa discussão é um pouco mais complexa que isso, mas deixemos ela para os especialistas.

A Bíblia, sendo o livro mais vendido do mundo, não podia deixar de ser alvo de estudo do nosso escritor preferido. No texto de apresentação deste blog comentei que ele é o único autor do mundo a ter livros em todas as 10 categorias da Classificação Decimal de Dewey, que é a classificação inventada pelo bibliotecário Melvil Dewey para categoriazar os livros da biblioteca. Hoje é esta a classificação mais usada nas bibliotecas de todo o mundo. As categorias principais são:

000 Computadores, informação e referência geral
100 Filosofia e Psicologia
200 Religião.(Teologia)
300 Ciências Sociais
400 Línguas
500 Ciência Puras
600 Tecnologia. (Ciências Aplicadas)
700 Arte e Lazer
800 Literatura
900 História e Geografia

Asimov’s Guide to the Bible - GenesisIlustrei essa classificação apenas para demonstrar o quão versátil é Asimov. Um dos livros que ele escreveu foi o “Asimov’s Guide to the Bible”, uma obra de 1295 páginas com todo tipo de informação sobre a Bíblia. Um estudo completo sobre o Velho e o Novo Testamento, cobrindo os livros que compôe a Bíblia. É fantástico como Asimov cobre todos os tópicos com destreza e imparcialidade (pelo fato dele ser agnóstico).

Esse livro, que inicialmente eram 2 edições (Velho e Novo Testamento), hoje é vendido em apenas uma, contendo os dois livros. Ainda se encontra esse livro para vender, mas eu só encontrei em sites de livrarias estrangeiras. Não existe versão em português, infelizmente. O mais próxima de nós, brasileiros, é uma versão em espanhol.

Para dar um gostinho da obra, vou transcrever as primeiras 20 linhas do primeiro capítulo,



Genesis

The Bible begins at the logical place – the beginning. The very first verse starts:Genesis 1:1. In the beginning…
The phrase “In the beginning” is a translation of the Hebrew word bereshith. In the case of several of the books of the Bible, the first word is taken as the title of the whole (much as Papal bulls are named for the two Latin words with which they begin.) The Hebrew name of the first book is, there, Bereshith.
The Bible was first translated into another language in the course of the third century B.C. and that other language was Greek. This Greek version was, according to tradition, based on the work of seventy learned scholars, and it is therefore known as the Septuagint, from a Latin word meaning “seventy.”
In the Septuagint, the various books of the Bible were, naturally enough, given Greek names. The Hebrew habit of using the first words as the name was not followed, and descriptive names were used instead.
The first book was named “Genesis”, which means, literally, “coming into being.” It implies a concern with births and beginnings which is appropriate for a book that begins with the creation of heaven and earth.

Asimov’s Guide to the Bible, pg 15
Wings Books


mapa_asimov_guide_to_the_bible_jerusalem_restaurada.jpgO livro, como deve ter percebido, é cheio de informações históricas, complementado com mapas da época. Um estudo profundo sobre a maior obra literária da história! Compre-o na livraria (nacional) indicada pelo meu colega Alexandre, ou procure no Google por: “buy Asimov’s Guide to the Bible“. Se precisar importar saiba que não sai tão caro, porque não é cobrado imposto para a importação de livros.

Para saber mais:
* Melvin Dewey e a sua Classificação decimal

A Medida do Universo 28, Outubro, 2007

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O que um neutrino, árvores, catedrais da Europa, o Alaska, o Sistema Solar e a nossa galáxia têm em comum? Muita coisa. A começar que essas e muitas outras coisas são mencionadas no livro “A Medida do Universo” (The Measure of the Universe), editado no Brasil pela “Livraria Francisco Alves Editora S.A.”. Obra-prima que explica com relações e comparações o quão pequenos e grandes nós somos. Mostra como pode existir um universo (de verdade) numa simples célula e como nossa própria galáxia de mais de 200 bilhões de estrelas, é um grão de areia no Universo.

Nesse livro você aprende de tudo, porque para explicar as distâncias, por exemplo, Asimov compara diversos “objetos” desde animais até estrelas e galáxias. Vai do menor elemento conhecido até o maior, explicando o porque de tudo o que é comparado. Uma obra esplendorosa que numa primeira olhada parece um livro de matemática, com suas distâncias e tamanhos, mas que quando você se aprofunda, vê que é um livro que aborda muitos assuntos, como história, biologia, astronomia, física, química, por exemplo, e até um pouquinho de matemática.

Os tópicos envolvidos são:

  1. A Escada de Comprimento para cima e para baixo.
  2. A Escada de Área para cima e para baixo.
  3. A Escada de Volume para cima e para baixo.
  4. A Escad de Massa para cima e para baixo.
  5. A Escada de Densidade para cima e para baixo.
  6. A Escada de Pressão para cima e para baixo.
  7. A Escada de Tempo para cima e para baixo.
  8. A Escada de Velocidade para cima e para baixo.
  9. A Escada de Temperatura para cima e para baixo.

O livro tem 371 páginas e só é encontrado no Brasil em sebos. Repetindo a dica que já passei em outro artigo, procure por “sebos” no Google que você vai achar vários sebos on-line com muitos livros de Asimov à venda.

Boa leitura.

Estrela X, Classe espectral: G0 23, Outubro, 2007

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Isaac Asimov era um escritor, e dos bons, mas astronomia era uma das suas paixões, provavelmente a maior, mano-a-mano com escrever. Ele deixou claro para nós que quanto mais conhecermos o nosso ambiente, mais conheceremos a nós mesmos. Não importa se o que conhecemos são células, ou galáxias.

Comentei isso porque uma das habilidades de Asimov é compreender o ponto de vista de outras pessoas e de outros seres com diferentes inteligências. Falando curto, ele analisava as coisas da maneira que um cientista deve fazer. Com os pés na realidade, e deixando as emoções de lado. Somente assim a ciência progride. Por exemplo, é difícil ser imparcial quando comparamos nós contra outras pessoas? Geralmente nós é que estamos certos, concorda?

Bom, é com esse intuito de ser imparcial que ele disse uma frase que ficou na memória dos asimovianos, pelo menos na dos mais aficcionados, não que eu seja um, é claro…. ;-)

“Inteligências extraterrestres, ao explorar o Sistema Solar com verdadeira imparcialidade, muito provavelmente introduziriam o Sol nos seus arquivos da seguinte maneira: Estrela X, classe espectral G0, 4 planetas mais detritos”. Isaac Asimov

A versão em inglês:

“Outside intelligences, exploring the Solar System with true impartiality, would be quite likely to enter the Sun in their records thus: Star X, spectral class G0, 4 planets plus debris.”

O que significa tudo isso? Parece que esses alienígenas esqueceram alguns planetas. Ou não? A explicação é a seguinte… Sozinho, Júpiter contém 71% de toda a massa do sistema solar, excluindo o sol. Juntos, os quatro planetas gigantes (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) são ao todo 99,5% de toda a massa do sistema solar (excluindo o sol).

Por essa razão, se algum visitante examinar o nosso sistema solar de longe, facilmente poderia detectar esses míseros 0,5% como restos de matéria.

Para saber mais:
Frases de Isaac Asimov na Wikipedia (português)
Frases de Isaac Asimov na Wikipedia (inglês)