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Japão adota a primeira lei da robótica 8, Novembro, 2008

Posted by Lawrence in Aprendendo com Asimov, Curiosidade.
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O Ministério da Indústria, Comércio e Economia do Japão está criando regras de segurança para os robôs. Como ainda estamos nos primórdios do desenvolvimento da inteligência artificial, os robôs que chegarem a partir de agora deverão incorporar a primeira lei de Asimov: “Um robô não pode fazer mal a um ser humano e nem, por omissão, permitir que algum mal lhe aconteça”.

Inicialmente um conjunto de algoritmos na programação dos próximos robôs deverão impedir que eles causem danos a seres humanos. Por exemplo, numa fábrica, se ele tiver que escolher entre encaixar uma peça ou machucar uma pessoa que indevidamente está no meio do caminho, ele deverá escolher, sem pestanejar, para com o serviço até que o humano saia do caminho.

Aprendendo com Asimov: ondas eletromagnéticas 16, Dezembro, 2007

Posted by Lawrence in Aprendendo com Asimov, Curiosidade.
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Tudo no universo são ondas. Não é diferente no caso da luz.

Todas as cores que conseguimos enxergar só são percebidas por nós porque os nosso olhos têm a capacidade de captar ondas eletromagnéticas, mas apenas num intervalo de comprimento de onda. Quando essas ondas atingem nosso olhos dentro do comprimento de onda que ele consegue captar, vemos cores.

Isso é bem interessante porque se pudéssemos captar todos os comprimentos de ondas com os olhos, seria uma loucura. A quantidade de informação que passa por nós é incalculável. O que chamamos luz é apenas uma pequena fração.

Vemos os comprimentos dentro da faixa de 760 nanômetros e 360 nanômetros. Ou seja, se uma radiação com comprimento de 1 micrômetro (1000 nanômetros) passa pela nossa retirna, nós não a enxergamos. O mesmo para comprimentos abaixo dos 360 nanômetros.

Faixa de cores que conseguimos enxergar:

700 nanômetros = vermelho
610 nanômetros = laranja
575 nanômetros = amarelo
525 nanômetros = verde
470 nanômetros = azul
415 nanômetros = violeta

Conclusão, é por isso que ondas eletromagnéticas acima dos 760 nanômetros chamamos de infravermelho, e abaixo de 360 chamamos de ultravioleta.

Para saber mais:
Luz visível, na wikipédia

Aprendendo com Asimov: golfinhos X humanos 16, Novembro, 2007

Posted by Lawrence in Aprendendo com Asimov, Biografia, Curiosidade, Vida.
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Isaac Asimov era um professor excelente. É sabido que seus discursos em sala de aula eram bastante cativantes. Não é à toa, uma vez que ele conhecia com precisão a linha que separava a ciência interessante da entediante. Na verdade, para ele ensinar era uma arte. Passar a informação para frente estava em seu sangue. Carl Sagan mencionou certa vez que Asimov era o maior divulgador vivo da ciência. E se o maior astrônomo do mundo disse isso, devemos considerar com respeito.

De fato, aprendemos muito com os livros do bom doutor. Qualquer livro. Desde livros de ficção científica até livros sobre matemãtica ou assuntos gerais. Vou aqui, de tempos em tempos, algumas coisas que aprendi com o professor, em seus livros.

Certa vez aprendi que o ser humano é a criatura mais inteligente do planeta (óbvio). Mas será que temos o cérebro mais desenvolvido, ou maior? Existem criaturas na face da Terra que tem o cérebro muito maior que o do homem, no entanto a melhor proporção cérebro-corpo é a do homem, neste planeta. Ou quase.

Por exemplo, a baleia azul tem em média um cérebro de 7 kilos, enquanto o cérebro do homem tem 1 kilo e 300 gramas. Ela deveria ser muito mais inteligente que o ser humano. Mas não é, pelo simples motivo que com um corpo tão grande (35 metros), seu cérebro precisa ter toda a atenção voltada para o gerenciamento desse corpo.

Conclusão, o ser humano tem um tamanho de cérebro bem grande para um corpo tão pequeno. E ele é bastante espiralado (verificou-se que a inteligência está associada também a quão espiralado é o cérebro). Ou seja, estamos no topo… ou não?

O golfinho é tido como um animal inteligente. Na verdade demasiadamente inteligente para um animal. Isso se deve ao fato da evolução, claro, e isso levou o seu cérebro a ser maior que o do homem. Além de ser maior em medidas absolutas, é maior na proporção também. E também é mais espiralado! Isso é incrível, pois então os golfinhos é que deveriam estar no topo, eles deveriam ter a tecnologia, eles é que deveriam ser a espécie dominante, e não nós.

Analisando com cuidado veremos que a mesma evolução que deu um cérebro mais avantajado para os golfinhos, os privou de uma forma básica de energia, o fogo. E sem o fogo, eles não poderiam desenvolver uma tecnologia que fosse para nós, reconhecível. Toda essa capacidade que vemos nos golfinhos, e que achamos no máximo engraçadinhos, deve ser apenas a superfície de uma capacidade cerebral extremamente avançada(não em termos tecnológicos). Os golfinhos desenvolveram uma forma de comunicação excepcional que até hoje não foi compreendida pelos seres humanos (se assim fosse, entenderíamos o que eles conversam entre si).

É bem possível que os golfinhos tenham uma capacidade filosófica, uma compreensão da vida que nós nunca sonhamos. Talvez nem tenhamos essa capacidade.

Para saber mais:
* Golfinhos, na Wikipedia
* O cérebro, na Wikipedia